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Como Ajudar o Japão

Como Ajudar o Japão

Acabo de retornar do Japão. A tragédia matou mais de 15.000 pessoas, segundo dados oficiais locais. Há outros 15.000 desaparecidos. E os desabrigados somam mais de 200.000. Foram três províncias afetadas, numa extensão de aproximadamente 200 km na região costeira: Iwate, Miyagi e Fukushima. Sendai, na província de Miyagi, foi uma das principais cidades atingidas. A província de Fukushima virou notícia internacional por conta da radiação das usinas, destruídas com a catástrofe.

Em outras regiões do Japão, menos afetadas pelo terremoto, há uma grande concentração de brasileiros. É o caso de Tókio, Nagoya, Hamamatsu, entre outras metrópoles. Eu e outro representante da MAIS – Missão em Apoio à Igreja Sofredora – estivemos na região de Nagoya, reunidos com várias lideranças evangélicas. São igrejas nipo-brasileiras, compostas de dekasseguis (descendentes nipônicos que vão do Brasil e de outros países para trabalhar no Japão). As igrejas são limitadas, tanto em volume de pessoas quanto em condição financeira. Os brasileiros no Japão são operários, e muitos vivem no país com grandes dificuldades.

Quando chegamos a Nagoya, espantou-nos o distanciamento entre as igrejas locais e a situação pós-catástrofe. Alguns de nossos irmãos pareciam menos informados que nós, que vínhamos do Brasil. Eles temiam se aproximar das províncias afetadas, e não conseguiam ver maneiras práticas de ajudar. Com a graça de Deus, conseguimos mobilizar um grande número de pastores e líderes da região, e levá-los a Fukushima. Conectados a algumas das principais organizações de resgate que têm atuado no Japão, como CRASH e World Missions Center, tivemos a alegria de deixar pronto um sistema de atuação dessas equipes nipo-brasileiras nas regiões afetadas. Eles têm servido nos abrigos, num trabalho de acolhimento, ensinando futebol, apresentando músicas e trazendo esperança num país assolado e historicamente marcado pelo suicídio. São equipes de atendimento pastoral, e este é o principal auxílio que o Japão precisa nesse momento. O país está aberto!

Portanto, para ajudar o Japão, você pode trabalhar conosco. Muitos têm dúvidas sobre como contribuir, considerando ser o Japão um país rico e economicamente independente. De fato, o governo japonês tem cuidado dos desabrigados e custeado toda a reconstrução. Mas eles pedem ajuda em termos emocionais e terapêuticos. No Japão, o índice anual de suicídio seja a 32 mil casos, e nesses tempos de assolação não se espera poucas ocorrências.

Assim, mobilize sua igreja para:

1) Orar – Pelos desabrigados, para que vejam esperança em Deus; pela igreja cristã, para que aproveita esta que é a maior oportunidade missionária da história do Japão; pelos coordenadores de resgate e suas famílias.

2) Investir – Os custos de transporte no Japão são elevadíssimos. Uma de nossas equipes, em 2 vans, chega a gastar US$ 1500 em um final de semana para ir de Nagoya às regiões afetadas. Esses custos se limitam a despesas como combustível (inexistente nas áreas afetadas, por sinal) e pedágio. Até Agosto, quando cremos ser o período crítico do problema, queremos enviar um mínimo de 20 equipes às regiões assoladas pelo tsunami.

Que Deus abençoe você, sua vida, sua igreja. Juntos, podemos MAIS!

NELE,

Pr. Mário Freitas
Diretor

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