Burundi: A Igreja e os Novos Rumos do Povo
A MAIS trabalha com a igreja sofredora em três direções: casos de perseguição religiosa, casos de catástrofes e casos de pobreza extrema. Até o momento, essa tem sido a direção de Deus acerca de nosso trabalho. E foi Ele quem nos trouxe até Burundi, um dos 3 países mais pobres do mundo.
As estatísticas impressionam. 67% da população vive abaixo da linha de pobreza. Com a guerra entre os tutsis e os hutus, que durou várias décadas e dizimou centenas de milhares de pessoas, os campos foram destruídos. A agricultura, que sempre foi o principal meio de subsistência, foi reduzida ou quase eliminada. A fome e a pobreza geraram a prática do alcoolismo, um dos mais altos índices da África. E é disso que procedem os casos de AIDS. Na capital Bujumbura, aproximadamente 22% das pessoas são portadoras do vírus HIV. O mais impressionante é notar que um país tão devastado pelo pecado é 70% cristão. A maioria é católica romana; 15% dos habitantes do Burundi são evangélicos.
No entanto, a história tem mudado. O presidente atual é cristão, e facilita projetos internacionais e iniciativas domésticas relacionadas com desenvolvimento comunitário. Nisso, conheci o Pr. Delphin Sula, homem de Deus, pastor da Maranatha Church of Bujumbura.
Sua igreja é uma das mais atuantes do país, e através de iniciativas assim, a igreja tem sido luz na nação e tem trazido esperança em meio ao caos. O Pr. Sula mantém um ousado projeto de cuidado a órfãos, e criou uma linha de microcrédito que ajuda viúvas com HIV a estabelecerem pequenos negócios.
Conheci Tiza, uma senhora que recebeu de Sula o montante de US$ 100 há 7 meses. Ela investiu na venda de óleo de cozinha, que traz do interior para a capital. Hoje, ela sustenta sua grande família com a renda, e já quadriplicou seu capital. Tudo com monitoramento e acompanhamento da equipe da Igreja Maranatha.
Uma outra senhora, chamada Assunta, recebeu os mesmos US$ 100 e investiu no comércio de roupas. Hoje, ela prosperou grandemente, e traz de Uganda roupas para vender em Bujumbura.
Exemplos como esses nos motivam a prestar alguma ajuda aos cristãos daqui. Esses programas ainda possuem dimensão local, portanto são ainda pequenos e insuficientes. Até agora, numa espécie de projeto piloto, o Pr. Sula conseguiu ajudar apenas 10 famílias. Quer ajudar 100. E nós podemos ajudar.
Estamos avaliando aqui maneiras de ajudar a igreja para que essa alivie o sofrimento da sociedade local. Temos debatido projetos de apoio a crianças com HIV, programas de microcrédito para famílias de pastores locais (a maioria vive com US$ 10 por mês!), e principalmente treinamento. As lideranças eclesiásticas ainda não entenderam a missão integral, e o chamado da igreja para não somente proclamar, mas também transformar.
Ore pelo Burundi, para que seja uma gota de esperança e um caso real de transformação no turbulento continente africano. Pela igreja sofredora! Deus esteja!
Pr. Mário Freitas (diretor)

